sábado, 28 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fotos da Várzea


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Da Várzea para o mundo

Aqui entre gatos, árvores, carros, báiques, frutas e visses. Eis-me na Várzea do Capibaribe, bairro onde Recife desacelera a celeuma urbana, onde os tempos se cruzam. Chaveiros e coqueiros na praça. Crentes, maracatus, cheiro de mijo da parada à locadora. Cheiro de churrasco, cheiro de fritura megaultrassaturada. Cheiro de esgoto aqui e acolá, mas logo perfume de flores e lavadeiras esvoaçando. Valderrama passa na báique, entregando compras. O Barro-Macaxeira, busu cabuloso, sanfonado, articulado, insinua-se no meio da praça, faz aquela curvinha filha-da-puta e segue rumo à Estação do Barro. "Ônibus de trabalhador", fala de alunos. Atravessa a Várzea feito uma cobra vermelha. Geralmente está lotado. Mas Camaragibe é pior. Outro sanfonado, só vejo socado na volta pra casa. Socado mesmo. Nêgo se apertando, suando em pé. Sei lá como é que consegue respirar. Eu driblo, consigo mapear os horários mais folgados e fico curtindo descobrir Recife de busu (aliás, acho que ninguém aqui fala busu, isso é coisa de baiano mesmo). Adoro ver a roça no meio da Avenida Recife, uma terra ampla, cultivada sob as torres de energia. Esse lugar é uma viagem...